projeto 'NovaLuz' aberto para Consulta Pública

fonte: site novaluzsp

O Projeto  _  Apresentação


O polígono formado pelas avenidas Ipiranga, São João, Duque de Caxias, rua Mauá e avenida Cásper Líbero é parte de um projeto inovador de requalificação urbana que a Prefeitura de São Paulo vai entregar à Cidade em abril de 2011.


Já em desenvolvimento, a iniciativa prevê, entre outras ações, a valorização dos prédios históricos, reforma das áreas livres públicas, criação de espaços verdes e de lazer e a melhoria do ambiente urbano da região.


A proposta da Prefeitura de São Paulo é construir um projeto que respeite os valores e a cultura local, com a colaboração e envolvimento de todos.


Na manhã de quarta-feira, 17 de novembro, a primeira fase da abertura do processo de consulta pública do projeto preliminar de reurbanização da Nova Luz foi apresentada em evento realizado no Teatro Franco Zampari, no Bom Retiro, na Capital. O prefeito Gilberto Kassab e o Secretário Municipal de Desenvolvimento Urbano, Miguel Bucalem, anunciaram a visão e as diretrizes básicas do plano, que é realizado em parceria com o consórcio formado pelas empresas Concremat Engenharia, Cia City, AECOM e Fundação Getúlio Vargas (FGV).


Clique aqui faça o download do material.


Em 17 de dezembro, a Prefeitura de São Paulo, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano (SMDU), anunciou a segunda fase da Consulta Pública do plano urbanístico preliminar da Nova Luz. O prefeito Gilberto Kassab e o secretário municipal de Desenvolvimento Urbano, Miguel Bucalem, apresentaram uma síntese das análises realizadas para a requalificação das 45 quadras que compõem a região.

A íntegra do que foi apresentado no evento pode ser conferida através do link abaixo.


Clique aqui faça o download do material e envie ao consórcio suas sugestões através da seção Fale Conosco.

Ana de Hollanda será a nova Ministra da Cultura do Brasil

fonte: Cultura e Mercado, por Leonardo Brant, em 20 de dezembro, 2010

Artista, ativista, gestora pública de cultura com longa carreira, compromisso e realizações consolidadas na área, Ana de Hollanda assumirá um Ministério da Cultura maior e mais reconhecido pela sociedade (Gilberto Gil), porém muito mais problemático, pautado por disputas, entraves, inseguranças jurídicas, ideologismos, perseguições e disputas de poder (Juca Ferreira). Alguém que sabe onde dói o calo dos artistas, produtores e gestores culturais. E deverá reencaminhar a discussão de temas polêmicos como direito autoral e financiamento à cultura.

Filha de Maria Amélia e Sérgio Buarque de Hollanda, irmã de Chico, Miucha e Cristina, está intimamente ligada às “Raízes do Brasil”. Nasceu em São Paulo em 12 de agosto de 1948. É cantora, compositora e gestora cultural reconhecida no país por sua atuação em diversos órgãos públicos, entre estes a Funarte e o MIS (Museu da Imagem e do Som) do Rio de Janeiro.

Como gestora na área pública, esteve a frente do Setor de Música e de vários projetos nacionais e internacionais no Centro Cultural São Paulo, da Secretaria de Cultura da capital paulista, nos anos 80.

Foi secretária de cultura de Osasco/SP entre 1986 e 1988. Em âmbito nacional, foi diretora da Funarte entre 2003 e 2007, tendo sido responsável pelas políticas e atividades da área no Ministério da Cultura. Foi nesta função que reativou o consagrado Projeto Pixinguinha, levando-o a todos os estados e regiões do país. Também conduziu o Projeto Orquestras, o Projeto de Circulação de Música de Concerto, o projeto Concertos Didáticos, o Programa Nacional de Bandas, o projeto Painéis de Bandas de Música, o Pauta Funarte de Música Brasileira e a XV e XVI Bienais de Música Brasileira Contemporânea, no Rio.

Também na Funarte coordenou o processo de criação da Câmara Setorial de Música e apoiou diversos festivais, feiras, encontros e mostras de música em todas as regiões brasileiras e organizou a caravana do Projeto Pixinguinha para o Ano do Brasil na França, em 2006.

Desde 2007, é vice-Presidente do Museu da Imagem e do Som, da Secretaria de Cultura do Estado do Rio de Janeiro.

Carreira artística

Ana de Hollanda também seguiu a carreira artística, que corre nas veias da família. Como cantora e compositora profissional, ela tem quatro discos e interpretações em diversas obras coletivas, além de várias obras suas gravadas por outras cantoras.

Já se apresentou em todos os estados brasileiros e em diversos países (França, Cuba, Uruguai e Angola). Como atriz, atuou em vários espetáculos no Brasil e em Cuba.

Entre 2001 e 2003, a partir de sua ideia original, trabalhou na produção executiva e na pesquisa do documentário “RAÍZES DO BRASIL – Uma Cinebiografia de Sérgio Buarque de Hollanda”.

Seja bem-vinda Ministra Ana de Hollanda. O Brasil precisa de você!

Heitor Martins é reeleito presidente da Bienal de SP

fonte: estadao.com, em 16 de dezembro de 2010

Candidato único, o empresário Heitor Martins foi reeleito presidente da diretoria executiva da Fundação Bienal de São Paulo para gestão de mais dois anos. Os conselheiros da instituição se reuniram anteontem no prédio da Bienal, no Ibirapuera, para efetivar a decisão. Martins, assim, será o responsável pela próxima 30.ª Bienal de São Paulo, a ser inaugurada em 2012.

Como ele afirmou ao jornal O Estado de S. Paulo, as conversações para a definição do curador da futura edição da mostra estão "bastante adiantadas". "Falta amadurecer o projeto, os cronogramas", disse Martins, sem querer adiantar ou confirmar qualquer nome dos que estão sendo especulados no circuito artístico. O curador do evento, afirmou, será anunciado no início do ano, já com pré-projeto e equipe estipulados.

A reeleição de Heitor Martins ocorre poucos dias depois do término da 29.ª Bienal de São Paulo. Encerrada no domingo, a mostra recebeu, entre setembro e o último dia 12, público de cerca de 530 mil visitantes. O empresário manteve quase que a totalidade da composição da diretoria executiva de sua primeira gestão, eleita em maio de 2009 e que promoveu a reestruturação interna e financeira da instituição. Formam ainda sua equipe, agora, Eduardo Vassimon (1.º vice-presidente); Justo Werlang ( 2.º vice-presidente); e Jorge Fergie, Luis Terepins, Miguel Chaia e Salo Kibrit. A novidade será o anúncio de um diretor superintendente, já aprovado pelo conselho da Fundação Bienal de São Paulo.
 
Para 2011, estão acertados dois eventos da instituição. Como parte ainda do programa da 29.ª Bienal, se inicia, em janeiro, a itinerância de núcleos da exposição por cidades brasileiras. A primeira mostra vai ser aberta em 18 de janeiro, no Palácio das Artes de Belo Horizonte. A segunda itinerância vai ser inaugurada em 28 de fevereiro no Museu de Arte Moderna do Rio - o calendário continua com exposições em Salvador, Porto Alegre, no Recife e cidades do interior do Estado de São Paulo.

O próximo evento ocorrerá entre setembro e dezembro de 2011 no Pavilhão da Bienal, uma mostra com 250 obras da coleção do museu Astrup Fearnley de Oslo. "Faz parte do nosso projeto promover a arte contemporânea", diz Martins, se referindo à exposição, que vai se centrar na produção artística realizada dos anos 1980 para hoje (com conjuntos de obras de estrelas como Damien Hirst e Jeff Koons, além de brasileiros). A mostra, com entrada gratuita, faz parte das comemorações dos 60 anos da Bienal de São Paulo. Outro desafio de Martins será dar continuidade à reforma do prédio da instituição que tem como ponto principal a climatização de todo o edifício. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Virada Sustentável é novidade em 2011

de Catraca Livre, em 07/12/10

Em junho de 2011, São Paulo vai receber a Virada Sustentável com atrações localizadas em diversos parques e espaços culturais da cidade.

O evento será marcado por atividades curiosas como bananeiras no Minhocão, piscinas com água limpa no leito do rio Pinheiros (água tratada do próprio rio) e homens vestidos com capas plásticas cheias de resíduos gerados no dia-a-dia.

Além de peças de teatro, mostras de cinema, instalações temáticas, intervenções urbanas, shows e apresentações de dança, orquestras de projetos sociais, exposições de fotos, entre outras atividades. Todas com conteúdo diretamente ligado aos diversos temas da sustentabilidade: meio ambiente, biodiversidade, diversidade, direitos humanos, mudanças climáticas, mobilidade urbana etc.

A proposta da Virada Sustentável é difundir informação sobre sustentabilidade utilizando a arte e as atividades lúdicas como principais ferramentas de comunicação e educação para um mundo mais consciente.


Cinema

Mostra de Filmes: Com curadoria de Sérgio Rizzo, uma mostra de filmes do circuito comercial que tratam dos temas da sustentabilidade de maneira sutil e educativa. Inclui cartilha de orientação para professores de escolas que queiram trabalhar os temas.

Atividade

Desfile de Moda Inclusiva: Na passarela, modelos com deficiência desfilam roupas que unem estilo, praticidade e conforto. E chamam a atenção para os desafios da diversidade. Criado a partir do Concurso de Moda Inclusiva da Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência do Estado de São Paulo.

Homem Refluxo: Cinco personagens armazenam seus resíduos gerados no dia-a-dia em uma capa de plástico transparente. Eles começam a maratona desde uma semana antes da VS circulando pelos locais das atividades instigando e divulgando o evento.

Exposição e Instalação


Guto Lacaz: O renomado artista plástico coloca em prática mais uma de suas idéias “piradas” para promover reflexão sobre a sustentabilidade, instalando piscinas de água limpa no leito do Rio Pinheiros. Detalhe: com água tratada do próprio rio.

Labirinto de Lixo – Eduardo Sru: Intervenção urbana composta por 200 fardos de diversos materiais recicláveis captados em cooperativas do município. A obra convida o público a explorar os corredores em busca da saída, despertando os sentidos e a percepção de quem caminha no seu interior geométrico. Espelhos plásticos ampliam o espaço lúdico do labirinto e desorientam o participante que terá uma experiência única entre as paredes de resíduos.

Sustentabilidade – O Olhar do Grafite: Com curadoria de Binho Ribeiro, uma exposição com grandes nomes do grafite revela uma visão livre de 10 artistas sobre o tema da sustentabilidade

Design Sustentável : Com curadoria do designer Nido Campolongo, uma exposição de peças e objetos que unem conforto, beleza estética e preocupação socioambiental de diferentes vertentes artísticas.

Refugiados Climáticos: Fruto de cinco anos de trabalho do coletivo francês Argos, a exposição de fotos e textos inédita no Brasil retrata o cotidiano dos refugiados do clima em diversas partes do mundo, mulheres e homens forçados ao exílio por causa do aquecimento global.

Árvores Vivas – Jaime Prades: Utilizando madeiras de demolição para a construção de árvores de madeira de até seis metros de altura, que ficam como presente para os parques, Jaime Prades recria um novo ciclo para a madeira, numa tentativa impossível de voltarem ao seu estado original imaculado: ser árvore.

As Bananeiras do Minhocão – Irmãos Green: Imagine acordar, caminhar e, ao chegar ao Minhocão, deparar-se com várias bananeiras reais ornando os 70 postes fixados ao longo da via, com pencas e cachos de banana esperando para serem devorados. Os Irmãos Green propõem esta intervenção de grande impacto para provocar todas as pessoas que passam diariamente pelo local.

Dança


Balé e Artes para Cegos Fernanda Bianchini: Apresentações de balé realizadas por um corpo de 40 bailarinas deficientes visuais, mostrando que a superação individual do ser humano não conhece limites. Um espetáculo emocionante, que desperta a atenção para a causa da diversidade.

Música

Salve São Francisco – Geraldo Azevedo: Em show acústico exclusivo para a Virada Sustentável, o cantor e compositor Geraldo Azevedo canta músicas de seu novo disco, Salve São Francisco, cujo tema é a conscientização ecológica e a importância da água potável do planeta. Inclui também músicas de sua autoria relacionadas ao tema socioambiental.

Falamansa: Cantar para melhorar o mundo, com letras de conscientização social e preservação da natureza. Essa é a nova proposta do trabalho de comemoração de 10 anos do Falamansa, um dos grupos musicais mais populares do Brasil.

Notícias do CENSO 2010 - população do Brasil é de 190.732.694 pessoas

fonte: IBGE - Censo 2010 , 29/11/2010

Após cerca de quatro meses de trabalho de coleta e supervisão, durante os quais trabalharam 230 mil pessoas, sendo 191 mil recenseadores, o resultado do Censo 2010 indica 190.732.694 pessoas para a população brasileira em 1º de agosto, data de referência. Em comparação com o Censo 2000, ocorreu um aumento de 20.933.524 pessoas. Esse número demonstra que o crescimento da população brasileira no período foi de 12,3%, inferior ao observado na década anterior (15,6% entre 1991 e 2000). O Censo 2010 mostra também que a população é mais urbanizada que há 10 anos: em 2000, 81% dos brasileiros viviam em áreas urbanas, agora são 84%.
.

A região Sudeste segue sendo a região mais populosa do Brasil, com 80.353.724 pessoas. Entre 2000 e 2010, perderam participação as regiões Sudeste (de 42,8% para 42,1%), Nordeste (de 28,2% para 27,8%) e Sul (de 14,8% para 14,4%). Por outro lado, aumentaram seus percentuais de população brasileira as regiões Norte (de 7,6% para 8,3%) e Centro-Oeste (de 6,9% para 7,4%).
.

Entre as unidades da federação, São Paulo lidera com 41.252.160 pessoas. Por outro lado, Roraima é o estado menos populoso, com 451.227 pessoas. Houve mudanças no ranking dos maiores municípios do país, com Brasília (de 6º para 4º) e Manaus (de 9º para 7º) ganhando posições. Por outro lado, Belo Horizonte (de 4º para 6º), Curitiba (de 7º para 8º) e Recife (8º para 9º) perderam posições.
.

Os resultados mostram que existem 95,9 homens para cada 100 mulheres, ou seja existem mais 3,9 milhões de mulheres a mais que homens no Brasil. Em 2000, para cada 100 mulheres, havia 96,9 homens. A população brasileira é composta por 97.342.162 mulheres e 93.390.532 homens.
.

Entre os municípios, o que tinha maior percentual de homens era Balbinos (SP). Já o que tinha maior percentual de mulheres era Santos (SP). O Censo 2010 apurou ainda que existiam 23.760 brasileiros com mais de 100 anos. Bahia é a unidade da federação a contar com mais brasileiros centenários (3.525), São Paulo (3.146) e Minas Gerais (2.597)
.

O Censo Demográfico compreendeu um levantamento exaustivo de todos os domicílios do país. Foram visitados 67,6 milhões de domicílios e ao menos um morador forneceu informações sobre todos os moradores de cada residência. A partir do dia 4 de novembro, o IBGE realizou um trabalho de supervisão e controle de qualidade de todo material coletado, em conjunto com as Comissões Censitárias Estaduais (CCE) e das Comissões Municipais de Geografia e Estatística (CMGE,) em todas as 27 Unidades da Federação e nos municípios brasileiros. As comissões funcionaram como um canal de comunicação entre o IBGE e a sociedade e participaram de todo o processo de realização do Censo.
.

Do total dos 67,6 milhões de domicílios recenseados, os moradores foram entrevistados em 56,5 milhões de domicílios. Foram classificados como fechados 901 mil domicílios, em que não foi possível realizar as entrevistas presenciais, mas havia evidências de que existiam moradores. Nesses casos, o IBGE utilizou uma metodologia para estimar o número de pessoas residentes nesses domicílios fechados. Esta é uma prática já adotada por institutos oficiais de estatísticas internacionais de países como Estados Unidos, Canadá, Austrália, México e Nova Zelândia, igualmente já utilizada na Contagem de 2007 realizada pelo IBGE. A metodologia consiste em atribuir a cada domicílio fechado o número de moradores de outro domicílio, que havia sido inicialmente considerado fechado e depois foi recenseado. A escolha foi aleatória, levando em conta a unidade da federação, o tamanho da população do município e a situação urbana ou rural.
.

O Censo Demográfico encontrou ainda 6,1 milhões domicílios vagos,ou seja, aqueles que não tinham morador na data de referência, mesmo que, posteriormente, durante o período da coleta, tivessem sido ocupados. Casas colocadas à venda (ou de aluguel) e abandonadas são exemplos de domicílios vagos. Os domicílios de uso ocasional, que somaram 3,9 milhões, são aqueles que servem ocasionalmente de moradia, usados para descanso de fins de semana, férias ou outro fim. Já o número de domicílios coletivos (hotéis, pensões, presídios, quartéis, postos militares, asilos, orfanatos, conventos, alojamento de trabalhadores, etc) foi de 110mil. Em 2000, do total de 54,2 milhões de domicílios, 45 milhões eram ocupados, 528 mil fechados, 6 milhões vagos e 2,7 milhões de uso ocasional.

Iniciado em 1º de agosto de 2010, os 191 mil recenseadores percorreram os 5.565 municípios brasileiros e as entrevistas implicaram no recenseamento da população por meio de três métodos: entrevista presencial, questionário pela Internet e, por fim, a estimação do número de moradores em domicílios fechados.
.

Em suma, o Censo Demográfico 2010 consiste na visita exaustiva de todos os domicílios e entrevistas. O IBGE agradece aos participantes das Comissões Censitárias Estaduais (CCE) e das Comissões Municipais de Geografia e Estatística (CMGE) e à população pelas informações prestadas. O IBGE espera que os dados coletados sirvam de base para o planejamento público e privado, em favor da melhoria das condições de vida da sociedade brasileira.


Amapá se destaca no crescimento populacionalBrasília e Manaus mudam de posição entre os 10 maiores.

Embora com perda de participação, os estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro representam 40,28% no total da população em 2010 (frente aos 40,82% em 2000). Em dez anos, os destaques de crescimento foram verificados no Amapá (40,18%), Roraima (39,10%) e Acre (31,44%). Por outro lado, os menores percentuais ocorreram no Rio Grande do Sul (4,98%), Bahia (7,28%) e Paraná (9,16%).

Houve mudanças nos rankings tanto dos 10 municípios mais populosos quanto dos de menor população. Na parte de cima, Belo Horizonte, Curitiba e Recife perderam posição frente aos números de 2000. Por outro lado, Brasília e Manaus subiram de posição, cada um, na lista dos mais populosos.

Já entre os de menor população, André da Rocha (RS) e Nova Castilho (SP) elevaram sua posição. Lavandeira, Rio da Conceição, Tupirama e Ipueiras, todos municípios de Tocantins, saíram da lista dos menos populosos; cederam lugar a Miguel Leão (PI), Uru (SP), Cedro do Abaeté (MG), Araguainha (MT).
 
População urbana sobe de 81,25% para 84,35%

Já em 2010, apenas 15,65% da população (29.852.986 pessoas) viviam em situação rural, contra 84,35% em situação urbana (160.879.708 pessoas). Entre os municípios, 67 tinham 100% de sua população vivendo em situação urbana e 775 com mais de 90% nessa situação. Por outro lado, apenas nove tinham mais de 90% de sua população vivendo em situação rural.

Em 2000, da população brasileira 81,25% (137.953.959 pessoas) viviam em situação urbana e 18,75% (31.845.211 pessoas) em situação rural. Entre os municípios, 56 tinham 100% de sua população vivendo em situação urbana e 523 com mais de 90% nessa situação. Por outro lado, 38 tinham mais de 90% vivendo em situação rural e o único município do país a ter 100% de sua população em situação rural era Nova Ramada (RS).

Em dez anos 19 municípios dobraram população

Desde 2000, 19 municípios mais que dobraram sua população – o de maior crescimento foi Balbinos (SP), com 199,47% de crescimento; seguido por Rio das Ostras (RJ), com 190,39%; e Pedra Branca do Amapari (AP), com 168,72%.

Por outro lado, 1.520 municípios registraram população inferior à existente em 2000.

Homens são maioria em Balbinos (SP). Mulheres, em Santos (SP)

Em 2010, os municípios com maior proporção de homens são: Balbinos (SP), Pracinha (SP) e Lavínia (SP).

Já entre os de maior proporção de mulheres em 2010 se destacam: Santos (SP), Recife (PE) e São Caetano do Sul (SP).


(tabelas e maiores informações:


Luiz Antonio Pinto de Oliveira fala sobre resultados do censo 2010
.

Seis novos bens entram na lista de Patrimônio Cultural do Brasil

Conselho esteve reunido para discutir propostas de tombamento e registro como Patrimônio Cultural do Brasil

fonte: IPHAN, em 05/11/2010

Os seis bens avaliados pelo Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural, nesta quinta e sexta–feira (5 e 6), no Rio de Janeiro, foram tombados ou registrados como patrimônio Cultural do Brasil. A partir de agora, o Sistema Agrícola Tradicional do Rio Negro que envolve mais de 22 etnias indígenas do Amazonas, e o Ritual Yaokwa do povo indígena Enawene Nawe, no estado do Mato Grosso terão proteção federal. Além destes, entraram na lista de bens preservados a paisagem cultural de Santa Tereza, no Rio Grande do Sul, do conjunto urbanístico e paisagístico da cidade de São Félix, na Bahia, do Encontro das Águas dos Rios Negro e Solimões, no Amazonas, e do Monumento aos Mortos da II Guerra Mundial, no Rio de Janeiro.


Este ano, o Conselho Consultivo já esteve reunido outras duas vezes. Na primeira, em março, foram aprovados o registro da Festa do Divino Espírito Santo de Pirenópolis, em Goiás, e o tombamento da Vila Serra do Navio, no Amapá. Já no mês de junho, os conselheiros aprovaram o tombamento dos Lugares Sagrados dos Povos Indígenas do Alto Xingu, no Mato Grosso, os Bens da Imigração Japonesa, em São Paulo, e o Teatro Oficina, também no estado paulista.


O Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural que avalia os processos de tombamento e registro, presidido pelo presidente do Iphan, Luiz Fernando de Almeida, é formado por especialistas de diversas áreas, como cultura, turismo, arquitetura e arqueologia. Ao todo, são 22 conselheiros de instituições como Ministério do Turismo, Instituto dos Arquitetos do Brasil, Sociedade de Arqueologia Brasileira, Ministério da Educação, Sociedade Brasileira de Antropologia e Instituto Brasileiro de Museus – Ibram e da sociedade civil.


Saiba mais sobre os novos patrimônios culturais brasileiros.


Sistema Agrícola Tradicional do Rio Negro – AM
Ainda hoje no Brasil, um sistema agrícola é capaz de determinar a organização social de etnias e permite, inclusive, um mapeamento das línguas e costumes. Em linhas gerais, esse é o Sistema Agrícola Tradicional do Rio Negro, entendido como um conjunto formado por elementos interdependentes, como as plantas cultivadas, os espaços, as redes sociais, a cultura material, os sistemas alimentares, os saberes, as normas e os direitos. O cultivo da mandioca brava (manihot esculenta) é a base desse sistema que reúne os mais de 22 povos indígenas que vivem ao longo do Rio Negro, em um território que abrange os municípios de Barcelos, Santa Isabel do Rio Negro e São Gabriel da Cachoeira, no Amazonas, até a fronteira do Brasil com a Colômbia e a Venezuela.

Ritual Yaokwa do Povo Indígena Enawene Nawe
O Ritual Yaokwa é a mais longa e importante celebração realizada por esse povo indígena, atualmente uma população em torno de 540 indivíduos que vivem em uma única aldeia, na terra Enawene Nawe uma área de 742 mil hectares, homologada e registrada, localizada numa região de transição entre o cerrado e a floresta Amazônica, no estado do Mato Grosso. Com duração de sete meses, este ritual define o início do calendário ecológico-ritual Enawene que abrange as estações seca e chuvosa de um ciclo anual marcado pela realização de mais três rituais: Lerohi, Salomã e Kateokõ. Parte fundamental do Yaokwa ocorre quando os homens saem para a pesca de barragem, construídas com sofisticadas armações que se configuram em elaboradas obras de engenharia, dispostas de uma margem à outra do rio. Este é o ponto alto do ritual que começa em janeiro, com a coleta das matérias-primas para a construção das barragens e com a colheita da mandioca.

Paisagem cultural em Santa Tereza - RS
Localizada às margens do Rio Taquari e do Arroio Marrecão, Santa Tereza conta cerca de 570 moradores que habitam as 250 casas do núcleo urbano. Os outros quase 1,5 mil habitantes moram na área rural. A partir de 1887, os lotes foram distribuídos entre os colonos. Desde essa época a cidade destaca-se pela diversidade e a alta produtividade da agricultura desenvolvida em terras consideradas as mais férteis do estado. Ainda hoje a comunidade tira o sustento da lavoura. Entre os núcleos gaúchos, Santa Tereza é o mais singelo e também o mais íntegro do ponto de vista da ocupação urbana já que mantém quase intactas as características originais do seu traçado.

Encontro das Águas dos Rios Negro e Solimões - AM
Os mais de 10 quilômetros em que é possível observar as águas escuras e transparentes do Rio Negro correndo ao lado das águas turvas e barrentas do Rio Solimões, no Amazonas, podem se tornar o mais novo bem protegido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – Iphan no norte do país. O Iphan defende a proposta em função da excepcionalidade do fenômeno, considerando seu alto valor paisagístico.

Centro histórico de São Félix - BA
A cidade de São Félix, no Recôncavo Baiano, se estabeleceu, no século XVI em função da expansão do porto de Cachoeira como o ponto de partida da Estrada das Minas, importante rota comercial que seguia para Rio de Contas, na Bahia, e para os estados de Minas Gerais e Goiás. Ainda hoje mantém a trama urbana original praticamente intacta. Também é espaço de manifestações culturais, sobretudo religiosas, da população local e mantêm uma interação histórica, urbanística e paisagística com a cidade de Cachoeira, situada na outra margem do Rio Paraguaçu.

Monumento aos Mortos da II Guerra Mundial - RJ
Conhecido como Monumento aos Pracinhas, localizado no Parque do Flamengo, no Rio de Janeiro, foi construído entre 1957 e 1960 e projetado pelos arquitetos Marcos Konder Netto e Hélio Ribas. O conjunto é integrado por três obras: uma escultura de metal homenageando a força aérea brasileira, outra em granito que homenageia os pracinhas das três armas e um painel de azulejos destacando os combatentes e os civis que morreram em operações navais. Simbolicamente, o Monumento aos Mortos da II Guerra Mundial, estiliza duas palmeiras amparando mãos que levam até o céu nossos pracinhas mortos em combate, cujos 468 túmulos se localizam no subsolo.


Mais informações
Assessoria de Comunicação Iphan
Adélia Soares – adelia.soares@iphan.gov.br
Daniel Hora – daniel.hora@iphan.gov.br
Mécia Menescal – mecia.menescal@iphan.gov.br
(61) 2024-6187 / 2024-6194
(61) 9972-0050
www.iphan.gov.br / www.twitter.com/IphanGovBr